Os Desafios da Cibersegurança no Setor de Saúde Brasileiro

Em 2025, o Brasil ocupa a 2ª posição no ranking mundial de países mais atacados por ameaças cibernéticas.
As empresas brasileiras são alvo de ciberataques devido ao alto valor dos dados, à baixa maturidade em segurança digital e ao uso ainda deficiente de ferramentas de proteção.
O setor de saúde se tornou o principal alvo de ataques de ransomware no Brasil.
Apenas em 2024 no Brasil, estima-se que ocorreram mais de 16 mil tentativas de ataque de ransomware no setor. Isso acontece pois os dados médicos têm um valor muito alto e permitem maior sucesso aos cibercriminosos durante o processo de extorsão
Com este aumento brutal de ataques, estima-se que 75% das organizações de saúde vão sofrer ataques de ransomware até o final de 2025 no Brasil.
Quando os ataques são bem-sucedidos, os custos médios relacionados com violações de dados são de mais de 11 milhões de reais, os maiores entre todos os setores.
O grande problema é que, em média, as organizações de saúde levam até um mês para se recuperar de um ataque de ransomware.
Todo este contexto resulta em enormes danos, como:
- Paralisação de serviços médicos, incluídos procedimentos cirúrgicos e de emergência.
- Vazamento de prontuários e dados dos pacientes.
- Enormes prejuízos financeiros devidos à interrupção.
- Perda de confiança pública.
Para entendermos a dimensão do desafio, no setor de saúde global, estima-se que mais de 195 milhões de registros de pacientes foram sequestrados no ano passado.
Além disso, um estudo com mais de 640 organizações do setor confirma que 20% das organizações de saúde experienciaram um aumento na taxa de mortalidade dos pacientes após um ciberataque significativo.
Além disso, mais de metade afirmaram ter registado piores resultados na evolução dos pacientes, sendo que quase metade reportou um aumento nas complicações médicas
Para confirmar este levantamento, outro estudo revela que 64% das organizações entrevistadas relataram que um ataque ocasionou atrasos nos procedimentos ou exames.
Há outros desafios de cibersegurança significativos no setor de saúde, como o espalhamento dos dados e dos usuários, a adoção de novos tipos de aplicações, as regulamentações do setor local se tornam cada vez mais rígidas e as interrupções não planejadas ainda são um problema para a continuidade dos negócios.
Todo este contexto se reflete na criação de silos tecnológicos, num aumento da complexidade e, consequentemente, dos custos operacionais
Diante do cenário alarmante apresentado, fica evidente que o setor de saúde brasileiro enfrenta uma crise silenciosa, mas devastadora, no campo da cibersegurança. O crescimento exponencial dos ataques de ransomware, aliado à vulnerabilidade estrutural das instituições, coloca em risco não apenas dados sensíveis, mas vidas humanas.
A paralisação de serviços médicos, o vazamento de informações confidenciais e o impacto direto na saúde dos pacientes revelam que a segurança digital deixou de ser uma questão técnica para se tornar uma prioridade estratégica e ética.
Para mitigar esses riscos, é urgente que as organizações de saúde invistam em maturidade digital, implementem políticas robustas de cibersegurança, promovam a capacitação contínua de suas equipes e estabeleçam planos de resposta a incidentes eficazes. A transformação digital precisa caminhar lado a lado com a resiliência cibernética. Só assim será possível proteger o que há de mais valioso: a confiança da sociedade e a vida dos pacientes.
Referências:
Brasil:
2 – Ransomware contra o setor da saúde cresce 146% | TI INSIDE Online
3 – Aumento de ataques cibernéticos ao setor de saúde exige resposta rápida para minimizar impactos
5 – Kaspersky: novo estudo mostra aumento das vítimas de ransomware no Brasil
Global:
1 – 2024 Was Another Bad Year for Healthcare Ransomware Attacks
2 – Study Confirms Increase in Mortality Rate and Poorer Patient Outcomes After Cyberattacks
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